Autores com obras publicadas na Coleção Bisonte
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quarta-feira, 18 de novembro de 2015

BIS095. O enigma do X tatuado

 
(Coleção Bisonte, nº 95)
 
 
Era uma estranha seita cujos membros eram reconhecidos por terem um X tatuado no braço. Acerca deles tinha-se estabelecido a convicção de que eram um bando de criminosos que se protegiam uns aos outros. Mas esta não era a verdadeira realidade, pois a muita gente honesta tinha sido tatuado o X. Estas pessoas sentiam agora que ostentavam um estigma de criminosos.
Este podia ser o mote para uma história excelente. Mas não foi assim. O autor perdeu-se na descrição de tiroteios por tudo e por nada, perseguições e o livro passou para o lote dos INTRAGÁVEIS.
Joe Brower é um autor desconhecido, apenas com uma obra registada em Portugal. Isto é um sinal da crise a atingir a colecção Bisonte e a APR cada vez mais a apresentar autores sem currículo.
A capa não está assinada, mas o penteado do indivíduo que levou com a bala é semelhante ao que posou para o "vagabundo da fronteira" pelo que deixamos a hipótese de ser de Carlos Alberto. Reparem na magnífica paisagem da cena: os cactos, o azul do céu...


segunda-feira, 16 de novembro de 2015

BIS093. O vagabundo da fronteira


(Coleção Bisonte, nº 93)
 
 Um coronel irlandês, desejoso de contar os seus feitos na terra natal, resolveu organizar uma expedição para encontrar e caçar alguns búfalos. Contratou alguns homens entre os quais um batedor, um índio "Cheyenne", e um vagabundo a quem admirava pela habilidade com as armas. Este tinha uma perspectiva racista sobre os índios e suspeitou desde princípio do batedor a quem associava sistematicamente a ideia de traição. Não estava de todo enganado já que o objectivo do índio era desviar a expedição dos seus verdadeiros objectivos procurando com isso preservar a manada que alimentava a sua tribo de uma matança como era normal com alguns predadores. O coronel não se rodeara de grandes cuidados e ostentara frequentemente os bens que transportava com ele, despertando a cobiça de bandidos. Assim, em determinado dia, partiu uma caravana sustentada por um sonhador, guiada por um índio com intenção de que não atingissem o seu objectivo, protegida por um indivíduo com notável habilidade para as armas e seguida por um conjunto de meliantes que se queriam apoderar do espólio do coronel. Uma mistura explosiva...
Trata-se de mais um livro de Cesar Torre que nos traz muitas vezes o sabor da colonização da América e o sentido humanista da igualdade entre os homens.
A capa, de Carlos Alberto, mostra um momento da prisão da personagem central da novela motivada pelo facto de quere beber álcool numa povoação dominada pela proibição do seu consumo imposta por um grupo de mulheres.