Autores com obras publicadas na Coleção Bisonte
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quinta-feira, 3 de outubro de 2013

BIS029. Uma estrela de cinco pontas


(Coleção Bisonte, nº 29)

À entrada de Virginia City, pregado num poste, estava o seguinte letreiro:  
Forasteiro: Quem quer que sejas, enganaste-te no caminho. Dá rédeas ao cavalo e foge o mais depressa possível. A cidade de Virginia não se fez para ti. Aqui, os homens alimentam-se de pólvora e as suas dentadas são piores do que uma mordedura de serpente. Foge enquanto tens tempo.
«A Junta dos Habitantes»
 Mas Pithy Raine não fugiu. Pegou na estrela de cinco pontas e em breve a junta de cidadãos que aterrorizava a cidade sentia o peso da sua valentia.

Leia Uma estrela de cinco pontas (Versão Integral)

terça-feira, 3 de setembro de 2013

BIS018. Mas que «cow-boy»!

(Coleção Bisonte, nº18) 

De início não era mais que uma nuvem de poeira ao longe. Uma pequena nuvem que ia crescendo, impelida pelo ar daquela manhã primaveril. Depois, foi aumentando, convertendo-se numa confusa poeirada até que, por fim, se desenhou a figura de um cavaleiro que avançava a trote. 
O sol começava a despedir os seus raios sobre a terra branda e os malmequeres destacavam-se na imensa planície como uma bênção, com as suas brancas flores amontoadas. 

Assim começa esta novela que nos traz a história de um cow-boy que se viu obrigado a fugir da terra natal depois de ter morto um homem em duelo leal e que amiúde ali voltava sem alguém se aperceber. Num desses regressos encontrou um velho amigo às portas da morte acompanhado da sua netinha a qual ainda não tinha uma dezena de anos. 
Procurou quem cuidasse da criança e, apesar de não ser rico, sempre enviou dinheiro para ajudar a suportar o seu sustento e educação. Enquanto isso este livro revela-nos várias passagens da sua vida em que veio ao de cima a sua extrema vontade de ajudar os outros mesmo nos assuntos mais perigosos. Tal fez com que alguém bradasse de emoção: «Mas que cowboy!» 
Um dia pôde regressar à terra natal e a surpresa foi grande ao deparar com aquela que tinha ajudado a criar. 
O autor, Peter Doom, tem uma escrita agradável de ler embora não consiga cortar a ideia de que o livro é constituído pela soma de várias aventuras sem relação entre si. Tem o mérito de não se perder em pelejas infernais. Aqui o deixamos para vossa apreciação

quinta-feira, 25 de julho de 2013

BIS005. A morte veio nos seus passos


(Coleção Bisonte, nº5)


-- Não me digas que o sol e o deserto não são bastantes para crisparem os nervos a uma múmia. Estou farto de ver areia, cobras, tarântulas e sapos. E, como se isso não bastasse, há mais de duas horas que na minha garganta não entra um gole de água. Tenho a língua como lixa! Quando chegarmos a Rock Springs, beberei até sair-me pelos ouvidos…

A paisagem era profundamente desoladora.

Um céu azul, sem uma nuvem, gravitava sobre as suas cabeças e as reverberações dos Sol sobre a areia feriam a vista a ponto dos olhos, irritados, se encherem de lágrimas. Os cavalos mostravam-se inquietos; pequenos grupos de catos viam-se dissimulados, manchando a árida extensão que, por vezes, se ondulava, formando pequenos montículos. Enormes lagartos assomavam por entre a rasteira arborização, para vê-los passar, com expressão de supina estupidez.

BIS001. O Fugitivo

(Coleção Bisonte, nº 1)
A mítica Coleção Bisonte iniciou-se com uma novela de Peter Doom que nos retrata os esforços que um fugitivo fez para mudar a sua imagem perante uma jovem que o julgava um pistoleiro o que a levava a desprezá-lo. 
O cenário da novela são os campos de mineiros que se dedicavam à pesquisa de ouro, campos que faziam nascer novas cidades, novos negócios e também crimes para alguns se apoderarem do produto do trabalho dos outros. 
Jesse Price, o tal fugitivo, foi um dos acusados dos assaltos a indefesos mineiros, mas acabou por demonstrar a sua inocência no momento em que salvou a bela Florence das garras dos verdadeiros criminosos. E o desenlace final já se calcula qual foi…
Curiosidade: penso que se trata do único número da Bisonte em Portugal com ilustrações.