Autores com obras publicadas na Coleção Bisonte
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domingo, 8 de junho de 2014

BIS065. Um cínico de respeito

(Coleção Bisonte, nº 65)
 
 
 
Fred Kerr e o seu amigo Bill ficaram numa má situação quando souberam que o negócio do seu patrão em Kansas City tinha sido penhorado e que não iriam receber os trezentos e cinquenta dólares prometidos pela venda de fechaduras «infranqueáveis». No desespero da situação, Fred recebeu a notícia de que um tio tinha falecido e que era o seu herdeiro universal. Partiu para o Texas acompanhado do seu amigo, usando toda a espécie de estratagemas para financiar a viagem. No caminho deparou com a jovem Cleo, prometida de um indivíduo bastante rico em Navasota, terra de seu tio, e sentiu-se apaixonado por ela.
Afinal o rancho que o velho Kerr lhe deixara era uma miserável barraca. Mas para diminuir o seu desespero, Fred veio a ser contatado para procurar ouro que o tio tinha guardado a alguma distância do povoado. Continuando a viver dos seus golpes, Fred conseguiu algum dinheiro do governador, fingindo a organização de uma festa para financiamento de uma estátua a Sam Houston, e partiu à procura do ouro…
Este livro de Keith Luger tem alguma graça, mas não passa de um conjunto de situações mirabolantes, postas à frente de um falido para ultrapassar a sua pobre realidade. O perfil de Fred, o cínico, é bem traçado e o rapaz acaba por ter alguma regeneração conseguindo no final conquistar a bela Cleo…
 

sexta-feira, 6 de junho de 2014

BIS063. Esta é a minha lei

(Coleção Bisonte, nº 63)
 
 
Neste livro, Keith Luger trata, mais uma vez, as sequelas do fim da guerra civil americana. Um grupo de quatro homens, verdadeiros "desperados", cavalga para oeste procurando afastar-se dos locais de concentração dos soldados derrotados. Usam alguns artefícios para subsistir e, um deles, é preso na sequência de uma tentativa de assalto a um banco. Como libertá-lo? Tendo conhecimento que um novo juiz se vai apresentar na povoação, um dos elementos toma o seu lugar com o objectivo de proceder ao julgamento do elemento preso e libertá-lo. Assumir outra identidade é tema recorrente em Luger. A sua encenação é convincente e um encadeado de situações fá-lo mostrar que é tão bom nas suas sentenças como a usar os colts.
A capa, de autor desconhecido, reflecte a luta dessa dupla personagem contra os facínoras, que os há em toda a parte...

domingo, 23 de março de 2014

BIS059. Três foragidos e uma mulher


(Coleção Bisonte, nº 59)



O velho Sam Hopkins explorava uma mina, tendo constituído ao longo de vinte anos uma pequena fortuna. Sentindo-se sozinho e a envelhecer resolveu escrever a uma sobrinha, Elaine, convidando-a a vir viver com ele.
Um dia, já perto da chegada da pequena, recebeu a visita de três indesejáveis que resolveram roubá-lo e apoderar-se da mina. Quando estes depararam com a carta de resposta da jovem, anunciando para breve a sua chegada, resolveram fazer-se passar por amigos de Sam e convidar a pequena para continuar com eles.
Esta história cruza-se com a de Jesse que, com vários amigos, se entretém a assaltar bancos. Num momento de fuga, Jesse depara com a jovem a ser molestada por um dos indivíduos e ajuda-a a fugir… O final da história assiste à regeneração do bandido que encontra em Elaine um novo motivo para procurar prosseguir a vida em moldes honestos.
Eis uma novela bem disposta de Keith Luger, com alguns momentos interessantes, mas sem passagens significativas para transcrição.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

BIS043. O último atirador


(Coleção Bisonte, nº 43)



Os irmãos Sterling, John e Peter, combateram pelo Sul. Ao princípio, tiveram algumas vitórias, depois, depuseram as armas com o general Kirby, após a rendição de Appomatox. Após a guerra, foram convertidos, como muitos outros, em seres inúteis e irrequietos. Não eram propriamente criminosos, mas Peter foi acusado de matar um homem ligado ao comité de vigilantes, sempre recusando a acusação, em Dodge City e John, para o libertar sob fiança assaltou o  banco Ganadero de Kaesport, uma cidade do Kansas, assalto que correu mal já que os seus companheiros morreram após o mesmo.
De volta a Dodge, fora da jurisdição das autoridades que o procuravam, combinou com Peter, após a libertação provisória deste, o assalto à Wedon Company dirigida por um aristocrata de boa aparência e maus princípios, Douglas Shelby.
Nesta altura, em Dodge City atuava uma comité de vigilantes feito com Shelby e composto de facínoras que procuravam gerir a lei à sua maneira, mas a autoridade era liderada por Wild Bill Hickok e Wyatt Earp, recentemente empossados como autoridades que iniciaram um processo de limpeza na cidade.
O assalto à Wedon Company mais uma vez correu mal, Peter foi abatido e nas suas últimas palavras exortou John a abandonar a vida para o qual o tinha arrastado, embora sem ter cometido crimes relevantes. Mas John abateu Douglas em duelo e foi preso.
Ciente de que John estava numa aramadilha, Hickok e uma jovem frequentadora de um saloon de Dodge, colaboraram na fuga de John com a doce Mary, mas este resolveu fazer justiça e desafiou o chefe do comité de vigilantes. A luta sensacional que aí se desenhou fez com que a cidade se libertasse destes facínoras que a “protegiam” já que Hickok percebeu o sentido da ação de John e colaborou na limpeza.
No final, o último atirador, partiu com a sua amada Mary para uma nova vida.
Keith Luger é um autor muito importante e esta obra ilustra bem a sua classe em termos de trama de descrição das situações, sem descair no humor fácil como muitas vezes lhe acontece. Mais uma vez aborda o tema da Guerra da Secessão, parecendo manifestar uma maior simpatia pelos Sulistas…

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