sábado, 13 de outubro de 2018

BIS163. Gravata de cânhamo


(Coleção Bisonte, nº 163)

Um homem condenado à morte envolve-se na ânsia da vingança enquanto espera a execução da sentença de morte. O seu principal alvo seria o patrão que nada tinha feito para o defender. Aproveitando a distração do guarda, consegue evadir-se, semeando a morte entre guardas e outros bandidos.
O seu desejo de vingança parecia não ter satisfação possível e para o concretizar utilizou os encantos de uma bailarina mexicana perante a qual os homens caiam excitados. E a verdade é que também o ex-patrão se deixou enfeitiçar pela jovem.
Nesta novela, o herói é o bandido por quem de quando em quando há um pouco de simpatia. No final, todos morrem... Apesar de tudo, Lou Twerlin não morreu na ponta de uma gravata de cânhamo. Ele morreu da forma mais apreciada por um pistoleiro: de armas na mão.
Estrutura da obra: 


sexta-feira, 12 de outubro de 2018

BIS162. Morremos todos!


(Coleção Bisonte, nº 162)

A guerra havia terminado. Centenas de homens, desmobilizados, procuravam uma nova forma de sustento. Dois deles, grandes amigos, decidiram separar-se porque algo os afastava. Um queria enriquecer a qualquer preço, outro aspirava a uma vida calma.
No Este, os fabricantes de armas viam o seu negócio arruinar-se, as ações perderem valor e queriam arranjar novos mercados a qualquer preço. Até que alguém se lembrou: «E se vendêssemos armas aos índios?».
Não foi difícil encontrar mão de obra para tão arriscada missão. E, um dia, os dois amigos encontraram-se em campos antagónicos…
Eis um Fred Hirons em grande estilo a denunciar a necessidade da guerra para o florescimento da indústria de armamento.

Leia Morremos todos! (Versão integral)

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

BIS161. A desforra


(Coleção Bisonte, nº 163)

A guerra tinha terminado, mas alguns soldados da Confederação recusaram-se a aceitar a derrota. Sob o comando de um velho, valente e honrado general organizaram-se e procuraram manter o combate pela velha causa. No entanto, muitos dos seus actos descambaram facilmente em banditismo. Ao fim de algum tempo estavam infiltrados de traidores à causa que procuravam benefícios nos golpes que davam. As forças da União também tinham penetrado no seio deles.
É neste ambiente que se integra a personagem central da novela: um homem fiel aos valores do Sul e que encontrou na filha do velho general uma razão para viver. Em determinado dia, o inevitável acontece: os traidores são desmascarados e o velho general acaba por fazer justiça por suas mãos. No entanto, um balázio tornou-lhe irremediável a morte e as suas últimas palavras pediram aos homens para se integrarem na União onde haveria lugar para todos. O mesmo foi prometido por um soldado da União infiltrado.
Trata-se de uma novela muito interessante de Berney W. Byrds, autor com apenas dois registos em Portugal.

segunda-feira, 12 de março de 2018

BIS160. O noivo era um cobarde

(Coleção Bisonte, nº 160)
Era um ricalhaço com plantações na Virgínia e, cobardemente, não resistiu ao pai quando este o proibiu de casar com a mulher que amava só porque esta era de outra condição social. Mas a vida dá voltas e a situação acabou por se inverter com os seus filhos e, passados alguns anos, foi a mulher rejeitada aquela que, agora com outro poder financeiro, interferiu para impedir que a sua descendente casasse com o filho varão daquele poderoso.
O casamento da jovem acabou por ser combinado com um rancheiro abastado (e cruel) da Califórnia e houve que fazer longa caminhada, desafiar índios e bandidos da pior espécie, para chegar ao leito nupcial. Ironia do destino, após algumas peripécias, a jovem acabou por ser conduzida ao seu destino pelo amado que lhe era recusado e, após se ter apercebido da natureza do marido que lhe era reservado, voltou a cair nos braços do seu verdadeiro e eterno amor.
Estrutura da obra:
 



domingo, 11 de março de 2018

BIS159. Novo para morrer

(Coleção Bisonte, ñº159)


Ele era filho de um pistoleiro e de uma cantora de saloon. Ignorava quem fora o pai o qual tinha partido sem saber que a jovem estava grávida. Aos dezassete anos, era ajudante de xerife e o destino proporcionou-lhe um inesperado encontro o qual veio a decifrar quando, às escondidas, leu o diário da cantora de saloon.
Este é um daqueles livros que dá gosto ler, apesar da frieza com que sou forçado a examinar estas novelas do Oeste. Ros M. Talbot tem 40 livros registados em Portugal, grande parte dos quais nos anos 80 ou final dos anos 70. Se forem semelhantes a este da década de 60...
A capa, não assinada, mostra um pormenor da luta do jovem indigitado xerife contra um pistoleiro cujo bando assolava Amarillo.

terça-feira, 6 de março de 2018

BIS157. A lei sou eu

(Coleção Bisonte, nº 157)
Ken Clayton chegou a Preston com o objetivo de encontrar o seu irmão de sangue Akasheeta que, arrastado pelos irmãos Scott, tinha cometido um crime na pessoa de Benjamin Thorn. Ken, criado no seio da tribo Cherokee, tinha aspeto de índio e conhecia todas as suas formas de luta o que, aliado à sua velocidade no manejo de revólveres, o levou a abater o irmão de sangue e a ser imediatamente contatado pelos habitantes da cidade para impor a ordem.
Preston vivia um momento particularmente mau já que dois rancheiros faziam acusações um ao outro e tinam contratado pistoleiros para se combater. A agravar esta situação o envenenamento de algumas cabeças de gado junto a um ribeiro que não pertencia a qualquer deles, mas a um terceiro interveniente tornou a situação assaz preocupante. O que estaria por trás destes acontecimentos na cidade?
Com a sua capacidade com as armas, Ken em breve se viu na necessidade de lutar com outros homens e abatê-los o que levou o receio a alguns habitantes da cidade. Apenas uma jovem e o pai mantiveram a confiança nele, mas esse apoio foi suficiente para levar a bom cabo o impor a ordem.
Mais uma obra muito interessante de Ros Talbot.
Leia A lei sou eu (Versão Integral)

sábado, 24 de fevereiro de 2018

BIS156. Assassinos contratados

(Coleção Bisonte, nº 156)


O miúdo tinha apenas doze anos quando, numa deslocação à cidade para registo de uma mina de prata, o pai foi assassinado por um proprietário invejoso acompanhado de vários arruaceiros.
Quando se lembraram de fazer o mesmo ao miúdo para não serem acusados, foram atacados por um grupo de apaches e, na refrega, os contendores dizimaram-se uns aos outros o que resultou na fuga do cabecilha do assassinato e no ferimento da criança. Esta acabou por ser encontrada por um pistoleiro errante que o curou e preparou para a vida.
A ideia de vingança nunca desapareceu da sua cabeça e um pretexto aconteceu quando alguém que viu a sua rapidez com as armas o contratou para um trabalhinho na sua terra natal: Desolação. Na origem de tal contrato estava o cabecilha do assassinato. Assim, um dia, integrado no grupo de seis assassinos contratados regressou à sua terra... não para realizar o que o patrão queria, mas... para consumar a sua vingança...
Henry Keystone... 108 registos em Portugal dos quais uma massiva maioria através da APR. A trama é interessante, embora pareça que o autor tenha facilitado muito o caminho à personagem central até este conquistar a bela e ardente Mercedes Lanuza.

Estrutura da obra:

BIS156.01 Demasiado jovem para odiar

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

BIS155. Homens marcados

(Coleção Bisonte, nº 155)

Poderá um homem indultado, proibido de usar armas, vir a ser convidado para xerife numa cidade do Oeste? Isso aconteceu em Sparkville, cidade onde o juiz Zachary, homem de coragem, que se deslocava em cadeira de rodas, fazia todos os esforços para fazer respeitar a lei. Foi essa a solução que encontrou depois de o xerife Bremer e sucessivamente os seus ajudantes Jimmy e Willy terem sido assassinados.
Este livro de Henry Keystone tem uma certa graça no início como o demonstram as passagens que vamos deixar, perdendo-se depois numa espécie de história sem rumo.
Passagens:




quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

BIS153. O assassino levava flores

(Coleção Bisonte, nº 153)
Enid, a próspera cidade que de ano para ano crescia a olhos vistos, estava situada no território do Cherokee, que tinha uma vastidão de três milhões e um quarto de hectares, ao sul da fronteira com o Kansas e fora propriedade dos índios até mil oitocentos e noventa e três. Por essa altura, o Governo comprou-o à tribo «cherokee» e, depois de dividido em parcelas de oitenta hectares, fez a sua adjudicação aos interessados pelo sistema da «Corrida».
Quando havia uma corrida, ou seja, a distribuição de terreno pelo Governo aos colonos que o quisessem cultivar, vinha gente de quase todos os pontos do Oeste. Colocavam-se numa linha demarcada antecipadamente é às vezes esperavam duas e mais semanas pelo dia da «Corrida», para reservarem um local bom para a partida do despique.
Nesse dia, todos os interessados se colocavam na linha, ou meta, que era vigiada pelos agentes da Lei, de modo a que ninguém se adiantasse. Via-se toda a espécie de viaturas; carroças pesadas, ou outras mais leves, mas era maior a percentagem de cavaleiros montados em cavalos fogosos. Na maioria os solípedes estavam selados e estendiam-se pela linha até se perder de vista. O objetivo de cada homem era chegar primeiro ao terreno cobiçado e estava deste modo legalizada a posse.
Ao contrário do modo buliçoso como se dera a apropriação da terra na região, Enid era uma cidade pacata gerida por um xerife taciturno apoiado num rapaz meio amalucado e explorada por um sovina que parecia dono de tudo.
É nesta cidade calma que ocorre o assassinato do usurário e posteriormente a chegada do seu herdeiro a qual era no mínimo estranha para a autoridade. O xerife encontrou ali um bom ponto de referência para a pesquisa a qual teve de conciliar com a atenção ao rancho e a quem nele vivia dispensada por um ajudante que gostava de cavalgar.
Obra de um autor português, disfarçado no pseudónimo John Washinton, este livro é de agradável leitura e dele vamos proporcionar algumas passagens que são como que um retrato caraterizador dos que habitavam Enid, reunindo o que restava da população índia até aos que chegavam para se aproveitar de uma situação.
Passagens:

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

BIS152. Nas fronteiras do ódio


(Coleção Bisonte, nº152)
No regresso a Atwell Spring, Rchard Sutton fez uma paragem em Chalperton e isso quase lhe ia fazendo perder a vida. Dois homens tentaram matá-lo julgando que ele se chamava Dingo Tracy, mas traziam consigo uma foto com as suas feições. Quem teria entregue a foto àqueles dois energúmenos, sabendo que só existiam duas cópias da mesma, uma na posse do seu pai outra de uma antiga namorada que vivia em Nova York?
Richard acaba por conhecer em Atwell uma mulher que o vai ajudar a esclarecer a questão. Afinal, a jovem era assediada pelo pai e tinha como amigo fiel o pistoleiro Dingo o qual era um obstáculo aos avanços do velho Sutton. Caiu assim nas fronteiras do ódio.
A evolução da novela acaba por trazer ao de cima a rivalidade entre pai e filho suscitada pelo amor a Mae a qual acabou por ter uma solução por arma alheia.

Passagens:


sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

BIS151. Chumbo na neve


(Coleção Bisonte, nº 151)



Muitas foram as histórias forjadas em torno da lendária figura de Jeff Withers — seu nome verdadeiro —aliás Leo Humphrey, aliás Kid Anson, aliás... A lista seria interminável, do mesmo modo que o eram as suas inúmeras façanhas que, de comum, apenas tinham uma posição permanentemente oposta à da Lei: roubo à mão armada em todas as oportunidades, desde o assalto a bancos, a diligências ou a um criador de gado bem instalado na vida; homicídio em qualquer dos graus; incêndios; raptos...
Infindáveis são ainda as versões que descrevem o modo como acabou a sua vida de bandoleiro. Há quem afirme que foi gravemente ferido num dos seus múltiplos trabalhos, e que a sua quadrilha o abandonou numa ignorada gruta das montanhas, para que se esvaísse em sangue; outros garantem que se retirou para o México para desfrutar pacificamente as suas mal adquiridas economias, mas que morreu numa rixa de taberna; outros ainda defendem a teoria de que terminou os seus dias na cama, cercado pela esposa mexicana e cinco filhos, os quais ignoravam a proveniência da sua fortuna.
Nenhuma destas explicações corresponde à verdade. Ao apropriar-se -das cinco mil ovelhas de Brett Sanders e das mil cabeças de gado bovino de um criador californiano cujo nome se desconhece, Jeff Withers pretendia apenas vir a estabelecer-se como criador misto. Não tinha qualquer outro plano ulterior, exceto o abandono de toda e qualquer catividade criminosa... possivelmente até que voltasse a surgir uma tentação demasiadamente forte. De modo algum estava arrependido das suas façanhas passadas.
Com o produto do seu roubo, escondeu-se no rancho do irmão, Dan Withers, o qual estava numa situação de ruína provocada por uma companhia que lhe pretendia ficar com as terras. A presença das ovelhas veio ainda piorar o ambiente relativamente a Dan e a situação foi resolvida com chumbo e sangue empestando a neve…
Passagens:

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

BIS149. A vingança não satisfaz

 
(Coleção Bisonte, nº 149)
Era um homem marcado pelo sofrimento. Ainda não tinha um ano, os pais morreram na viagem que faziam para o Oeste à procura de terras. Foi recolhido, quase morto, por uma tribo índia que o criou e educou. Um dia, contaram-lhe a sua origem. Nessa altura, a jovem índia a quem considerava como irmã já era uma belíssima mulher. Um grupo de comerciantes tentou vender álcool aos índios e ele afastou-os da tribo, mas um dia, quando regressou de uma ausência maior, encontrou os seus mortos. A sua irmã tinha sido violada e maltratada. Ficou louco e matou um dos comerciantes, inflingindo-lhe notável sofrimento e enforcando-o. Foi parar à prisão e, quando saiu, o desejo de se vingar permanecia, iniciando assim uma longa busca... na qual se encontra com Leah...
Este livro de Frank Mc Fair torna-se um pouco estranho por ser contado na primeira pessoa. Isso, no entanto, contribui para uma melhor revelação dos sentimentos da personagem central. A novela é excelente.
A capa, não assinada, retrata um momento em que um dos comerciantes assassinos castiga a sua mulher por ela se ter envolvido com o homem que procurava a vingança.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

BIS148. O prémio do seu esforço


(Coleção Bisonte, nº 148)
Havia sete anos que o general Suarez governava o México. No início, as pessoas que o viram avançar montado a cavalo, completamente esfarrapado, estiveram loucas por ele. Mas Suarez mudou e os primeiros a pagar com a vida foram os que o tinham ajudado na revolução. Transformou o seu governo, que devia ser de paz e justiça, num exercício de piratatria. Aos poucos a resistência formou-se e Suarez sentiu-se encurralado. Procurou financiamento e este foi-lhe oferecido por um banco americano em troca de contrapartidas pouco sérias, mas que aceitou. Uma fortuna enorme partiu na direcção do México e, quando os revoltosos o souberam, trataram de se organizar para se apoderar da mesma e financiar a sua actividade. Vários pistoleiros são contratados, todos levavam o fito de, à primeira oportunidade, escapar com o dinheiro. Após emboscadas e mortes, atravessaram o deserto e, no combate final, a voz simples de uma jovem conseguiu que o amor da sua vida entregasse o dinheiro à causa sagrada da revolução.
John Weiber tem dezanove obras registadas em Portugal entre 1963 e 1979. Nesta revela-se um excelente argumentista que inculca nas suas personagens e faz vingar as ideias de honradez.
A capa, não assinada, mostra um aspecto do combate final: o pistoleiro regenerado ao lado da jovem, o prémio do seu esforço, antes de avançarem para território mexicano com o objectivo de fazer chegar o dinheiro aos revoltosos de Ramirez.


Leia O prémio do seu esforço (Versão Integral)



domingo, 22 de outubro de 2017

BIS142. Tem de morrer um homem


(Coleção Bisonte, nº 142)


Os espanhóis, comandados por Fernando Cortez, conquistaram o México, e apoderaram-se de enormes quantidades de objetos de ouro, que transportaram para a cidade do México. Na noite de 1 de Julho de 1520, quando os astecas atacaram, os espanhóis abandonaram a cidade, levando esse tesouro imenso. Todavia, dos mil e trezentos homens, salvaram-se, apenas, quatrocentos e quarenta. Os restantes, pereceram na luta ou foram sacrificados aos deuses astecas. Um capitão, Álvaro de Bazan, com uns doze homens e um pesado carro, logrou descobrir o caminho do norte, auxiliado por uma índia. Nunca se conseguirá saber como pôde alcançar o Arizona. A verdade, porém, é que chegou... e no carro ia o tesouro. Mas a sua caminhada terminou em território apache e o tesouro para ali ficou.
Volvidos muitos anos e prosseguindo as investigações, alguns professores reuniram os elementos possíveis, e iniciou uma expedição para descobrir o tesouro a qual foi dizimada pelos índios. Rebeca, filha de um desses investigadores, resolveu procurar o local em que o pai tinha sido morte e reúne nova expedição. Nesta, para além de três perigosos salteadores, incluiu dois valentes vaqueiros, alguns mexicanos e um pistoleiro que procurava fazer justiça relativamente a quem tinha cometido atos cobardes perante a sua família.

Leia Tem de morrer um homem (Versão Integral)

terça-feira, 25 de julho de 2017

BIS140. Três valentes

 
(Coleção Bisonte, nº 140)
Mais uma vez, A. G. Murphy mostra que é necessária a colaboração entre várias pessoas para atingir um determinado objectivo, neste caso para conseguir limpar uma terra de todos os indesejáveis que estragavam o ambiente da mesma.
Era um local de criação de gado e pesquisa de ouro. Uma das principais figuras, que dominava vários ranchos, era um tenebroso bandido que se dedicava ao roubo de gado e a abater os mineiros que encontravam novos filões.
O xerife estava feito com ele e podia prosseguir os seus fins impunemente. Mas o ajudante do xerife, revoltado com o desaparecimento de um familiar que tinha descoberto ouro, resolveu tomar parte activa numa operação de limpeza e organizou-se com mais dois companheiros para pôr fim a esta situação desagradável.
No final, teve o merecido prémia na formosa jovem que tantas vezes tinha recusado as suas propostas de casamento por julgar que ele não teria coragem para a defender mais aos filhos.
 

quinta-feira, 20 de julho de 2017

BIS139. O sorriso do diabo

 
(Coleção Bisonte, nº 139)

Um homem chega à cidade e mostra, desde logo, que é hábil com as armas e duro com os punhos. Tanto bastou para ser contratado por um rancheiro, interessado em usar as suas capacidades para se apoderar das terras dos vizinhos para, posteriormente, negociar indemnizações com os caminhos de ferro. Mas o contratado não era bem o que parecia. Se, por fora, em tudo se assemelhava a um pistoleiro, interiormente, era um ser pleno de honestidade que odiava este tipo de mafiosices. Acresce que o rancheiro era tio de uma jovem muito formosa que desde logo chamou a sua atenção e que também não apreciava as ações do tio, o qual chegava a assediá-la para ações menos dignas. E já calculam como tudo se resolveu...
Esta é uma obra de Frank MC Fair um pouco mais interessante do que a anterior aqui apresentada.
A capa, não assinada, mostra um dos momentos da chegada do famoso "pistoleiro" ao hotel, onde teve de usar a argumentação das armas... embora não se tivesse saído muito bem da situação.
 

quarta-feira, 19 de julho de 2017

BIS138. Condutor de caravanas

 
(Coleção Bisonte, nº 138)
 

Ergueu novamente a mão e baixou-a energicamente, ao mesmo tempo que gritava:
- Em mar... cha!
Foi como se, de repente, tivesse sido aberto à sua frente um caminho escuro e desconhecido, nunca percorrido até então. Como se, pela primeira vez na sua vida, empreendesse a grande aventura de atravessar o território "apache" à frente de uma caravana.
Os carros puseram-se em movimento, lentamente. Os soldados e as mulheres qque estavam à porta do forte agitaram as mãos em sinal de despedida. Os eixos das rodas chiaram e os cascos dos cavalos começaram a levantar o pó da planície.
Larry Dawson cavalgou longo tempo sem olhar para trás. O terreno era suavemente ondulado. O disco do Sol, amplo e avermelhado, já havia coroado o horizonte. Os soldados da escolta falavam animadamente e ainda despreocupados

Estas foram palavras de mais um livro de A. G. Murphy onde nos descreveu essa formidável aventura de atravessar território índio para chegar à terra da esperança, neste caso, guiados por alguém com pouca confiança em si próprio, odiado pelo chefe dos soldados... Como iria terminar tudo aquilo?

segunda-feira, 17 de julho de 2017

BIS136. Seis balas chegaram

 
(Coleção Bisonte, nº 136)
 

O xerife de Amarillo perdeu a vida após um ataque traiçoeiro de Jack, «o canhoto» no momento em que lhe apertava a mão depois deste ter dado a ideia que desistia dum duelo e que aceitava ser expulso da cidade. A escassos segundos da morte, murmurou para o seu filho Bill que entretanto correra para junto dele: «Isto foi encomendado por alguém». E o filho, procurando vingar o pai que adorava, partiu à descoberta. De acordo com Turner, «seis balas chegaram».

quinta-feira, 6 de julho de 2017

BIS135. Chegou o Juiz!



(Coleção Bisonte, nº 135)

Poderá um homem que exerce as funções de juiz, conhecido por ser um corrupto da pior espécie, qualidade reconhecida para pessoas honestas e menos honestas, um dia administrar a justiça com total isenção?
Este livro muito denso de J. Tell parece querer demonstrar que tal não é possível. As preocupações de julgamento justo só chegaram ao juiz, contratado para condenar um homem, quando ele se apaixonou pela irmã do réu.
Ao longo dos próximos dias, vamos proceder à publicação integral deste livro.
Estrutura da obra:

BIS135.1. É preciso um juiz para codenar um homem …
BIS135.10 A Justiça é o triunfo da Vida
BIS135.2 Os enviados de Marte encontram-se com o j...
BIS135.3 Será que alguns obstáculos podem deter o …
BIS135.4 Uma sentença inapelável
BIS135.5 No reino do percevejo
BIS135.6 Justiça, a coisa mais solitária deste Mun…
BIS135.7 A Justiça é dura e não pode abrandar com …
BIS135.8 A Justiça é a mais formosa das amantes
BIS135.9 A Justiça perfeita é a morte


domingo, 2 de julho de 2017

BIS134. Chuva de balas

(Coleção Bisonte, nº 134)


A Luís Kinsey de Acertes y de Mejias só restava o nome. Património, ranchos, terras, tudo estava hipotecado ou embargado. Nada se salvara da herança dos Acertes, mas ele não se importava muito.
Decidiu abandonar o México e ir para a União, local onde novas oportunidades surgiriam. E partiu. Ao fazer as despedidas de um tio, soube que este fazia contrabando com a União e que ia fazer mais uma viagem bastante arriscada. Permaneceu na casa dele até ao dia em que um dos que partira na expedição voltou dizendo que a mesma tinha sido chacinada pelo facínora José Iglesias, um amigo de Luís.
A partir de então, as intenções do jovem arruinado modificaram-se e começou a caça àquele que lhe tinha dizimado a família.
«Chuva de balas» é um texto muito interessante de John Weiber. Os primeiros capítulos são entusiasmantes e um convite à leitura total da obra que será publicada no «Novelas»

Leia Chuva de balas (Versão Integral)

BIS133. Um Mormon arrependido


(Coleção Bisonte, nº 133)
Uma família de pioneiros é integrada numa caravana destinada a Salt Lake City a qual, na sua maioria, era composta por mórmones. No percurso, a jovem Graça desperta a atenção de um membro da caravana que tenta abusar dela quando ele procurava refrescar-se. A rapariga reage e acidentalmente mata o indivíduo com uma faca levando a uma reação violenta da comunidade que só termina com o apoio do guia da expedição.
Uma série de crimes acontece no percurso e o primeiro é a morte do pai da jovem a qual acaba por se perder da caravana e cair nas mãos de uma série de meliantes organizados para o assalto à mesma. Bryce, o guia, procura aquela jovem que tão profunda impressão lhe causara e acaba por defrontar a quadrilha a qual era orientada por um velho avarento que professava a mesma religião. As relações familiares de Bryce com este homem acabam por dar um final inesperado a esta novela que vamos reproduzir na totalidade.
Estrutura da obra:

terça-feira, 27 de junho de 2017

BIS132. Os três cavaleiros do mal


(Coleção Bisonte, nº 132)


Andrew Jackson foi um agente federal que, tendo abatido um amigo no cumprimento do dever, se retirou para a povoação de Newton City, com o objetivo de iniciar uma nova vida entre quem não conhecesse a sua vida anterior.

Estabeleceu-se aí como barbeiro, ganhou a simpatia de todos e os anos foram passando. Um dia foi eleito para o cargo de xerife e, mal o seu nome ultrapassou as fronteiras da cidade, esta começou a ser visitada por bandidos que tinham contas a ajustar com ele. Foi assim que se viu perante «Os três cavaleiros do mal».

Eis um livro muito engraçado de um autor português. Ficam algumas passagens para criar o desejo de o lerem completamente no Novelas.

 Leia Os três cavaleiros do mal (Versão Integral)

quarta-feira, 21 de junho de 2017

BIS131. Trio perigoso



(Coleção Bisonte, nº 131)


Roy Adams era uma espécie de vagabundo que procurava um local para se estabelecer, levando consigo algum dinheiro. Perto de uma povoação chamada Ely, soube que uma jovem, Betty Turner, educada no Este, era perseguida pelo famigerado Elmer Morrison que lhe pretendia ficar com as terras depois de assassinar a família. Roy resolve combater o poderoso bandido, chegando a pedir auxílio aos seus antigos companheiros em Current.
«Trio perigoso» é um livro bem ao estilo de Joe Mogar, com uma construção um pouco confusa, mas com enorme graça na relação do herói com o seu cavalo que nos merece algumas passagens.




terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

BIS130. O revólver

(Coleção Bisonte, nº 130)
Esta é a história de uma arma especial, um revólver de cilindro fixo, cano basculante e extrator de estrela, uma espécie de glória negra da região já que, todos os que o possuíram, uns muito maus outros menos maus, foram sucessivamente abatidos até que chegou às mãos de quem havia de fazer justiça com eles e dar-lhe o descanso merecido.
Eis uma abordagem interessante de Joe Bennett, embora o livro acabe por parecer a junção de quatro ou cinco histórias independentes a que a arama conferia unidade. Mas a sua escrita é extremamente interessante o que fez com que o «Passagens» tenha optado por proceder nos próximos dias à sua publicação integral.
Estrutura da obra:



segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

BIS129. O rancho cobiçado

(Coleção Bisonte, nº 129)
Bert Hartfield era um agente da lei que, tendo falhado na captura de um criminoso, partiu na infrutífera missão de o encontrar e aprisionar.
Era um homem triste e frustado aquele que, determinado dia, acampou num bosque do Wyoming. E aí mais uma vez pareceu repetir-se o seu falhanço. Ouviu tiros, não viu ninguém e não ligou. No dia seguinte, partiu e, pouco depois, encontrou um homem baleado agarrado a uma ferida para impedir a saída de sangue e praticamente inconsciente. Socorreu-o, ajudou-o a chegar ao seu rancho e pouco depois conheceu uma série de problemas que aquela família atravessava.
Os encantos de uma jovem fizeram-no apoiar essa família e o curioso é que em breve viria a cruzar-se com o homem que há tanto tempo procurava e que agora manobrava uma teia que se mexia para se apoderar de um rancho cobiçado.
Ao contrário do que se lê na capa, este livro deve ser atribuído a Paul R. Mayfair em vez de A. G. Murphy. Aliás, tal é notório mal se começa a leitura. O livro, apesar do interesse, é entediante, não tem o encanto dos de Murphy. Apesar de tudo será reproduzido no «Novelas»

Leia O rancho cobiçado (Versão Integral)

BIS128. Caçador de homens


(Coleção Bisonte, nº 128).

Edward Harrigan e Jeff Mitchell dirigiam-se a Billings com um conjunto de cavalos que tinham apanhado com o objetivo de os vender. Tal como em outras obras de Murphy, um dos amigos já tinha salvo a vida do outro e isso tinha-os unido para a aventura.
Em Billings depararam com um estranho assassinato de um jovem, filho de índio, estimado por todos. Quase simultaneamente uma rapariga muito bonita pediu a sua proteção relativamente a uma madrasta que não estimava. A jovem tinha namorado com o rapaz assassinado e não se sentia em segurança.
Ned e Jeff viram-se assim em nova aventura que procurava caçar o homem que estava por trás do assassinato de Billy, mas, para isso, tiveram de conhecer duas beldades: Bridget Línton, a madrasta e Hellen «Dificuldade», a escultural bailarina.

Leia O caçador de homens (Versão integral)

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

BIS127. Chumbo quente

(Coleção Bisonte, nº 127)
 A narrativa deste livro inicia-se em Carson City e prossegue alguns anos depois em Lighty sem se perceber muito bem a conexão entre prólogo e texto principal. Fica a sensação que o menino que escapou ao massacre é o xerife de Lighty, mas, em parte alguma, o autor o refere.
Aliás toda a sensação da obra é que as coisas acontecem sem se saber porquê. Os bandidos são bandidos porque são bandidos. O xerife, é…
Há, apesar de tudo, algumas passagens interessantes pela capacidade de narrativa de Fletcher. Vamos deixar essas passagens sem, avisamos desde já o leitor, sentirmos um fio condutor no que se apresenta.
O livro tem mais uma excelente capa de Longeron, não se sabe se inspirado nesta novela se noutra de Fletcher…

Passagens:

BIS126. Encontro em Montana

(Coleção Bisonte, nº 126). Capa e texto indisponíveis

domingo, 29 de janeiro de 2017

BIS125. O rancho diabo

(Coleção Bisonte, nº 125)
 
 Este livro, com outro título, tem o mesmo texto que já encontrámos em «Isto não é contigo!». Mais uma vez chamamos a atenção para esta prática da APR de publicar o mesmo livro com nomes diferentes. Neste caso, chegou a mudar o nome do autor, aqui, A. G Murphy, na obra da Arizona, Uriah Moltan.
Aqui chegados só nos resta reproduzir o que dissemos em relação à outra obra com este pequeno elemento de precisão: o livro da Bisonte terá sido publicado uns quatro anos antes do da Arizona…
«Charles Derek é um vagabundo expulso dos rurais por se embebedar com frequência. O seu eterno deambular levou-o até Pecos onde veio a conhecer que um seu antigo companheiro ali tinha sido assassinado o mesmo acontecendo a um conjunto de madeireiros que se preparavam para desbastar um bosque.
«O próprio facto de ter sido sujeito a um processo de violência por um conjunto de indivíduos menos escrupulosos a soldo de Howard Charisse fez com que procurasse reabilitar-se e interessar-se pelo que se passava na cidade.
«Howard movia-se pelo desejo de explorar em proveito próprio uma mina de prata utilizando trabalho escravo protegido por pistoleiros e a sua ganância era tanta que não hesitava em recorrer ao crime. Mas Howard também vivia apaixonado pela sua linda prima, Tula e a sua reação quando alguém se aproximava dela não era a melhor.
«Tula era posta à margem das catividades do primo. «Isto não é contigo!» diz o título da novela, mas um dia veio a conhecer Derek e uma nova realidade lhe foi traçada relativamente à família.
«Esta novela de Uriah Moltan, autor que não conhecia, é muito interessante e bem narrada, embora um pouco precipitada na fase inicial. Da mesma deixamos algumas passagens.»
 

BIS124. Os endemoniados

(Coleção Bisonte, nº 124)
Alguns dias depois de ter sido admitido no rancho de David Corby, o jovem Jack Hewitt foi surpreendido pela indesejável visita de três facínoras que importunaram a bela Katy e o humilharam. Aproveitando um momento em que não o estavam a observar, atacou-os com café a ferver e uma arma e o resultado foi devastador: cegou um deles, maltratou outro e feriu um terceiro. Começou aí uma história de ódio dos três meliantes perante o rapaz os quais julgaram vingança.
Quem pareceu não ter ficado muito satisfeito com a atuação de Jack foi o dono do rancho que lho manifestou e acabou por sugerir-lhe que se afastasse. Jack afastou-se em silêncio, mas todos estranharam a sua atitude inclusivamente a bela Katy que se despediu dele da mais terna das formas.
Jack nunca revelou o que o tinha afastado do rancho, mas o desenvolvimento posterior da novela veio a revelar-nos a estranha relação de Corby com os meliantes e a trazer um desenvolvimento mais consentâneo com os interesses do rapaz.
Eis um livro muito engraçado de Med Ryman que vamos publicar por inteiro no «Novelas».


Leia Os endemoniados (Versão Integral)

BIS123. A assassina de Bodie

(Coleção Bisonte, nº 123)
 
A ação desta novela passa-se no condado de Bodie, Califórnia. Mara Macrae era uma opulenta proprietária cujo rancho tinha mais de oito milhas de comprimento por seis de largura. O capricho dos agrimensores que traçaram o desenho dos ranchos em momento de concessão fez com que um pequeno enclave situado numa extremidade pertencesse a um dos seus vizinhos, Paige.
Esse pequeno pedaço de terreno parecia não ter qualquer valor, mas, um dia, o capataz de Mara descobriu no mesmo uma borbulhagem escura cuja natureza imediatamente definiu: Petróleo! Havia petróleo no pequeno enclave junto ao rancho de Mara.
Procurando tirar partido da situação (o capataz tinha uma paixão louca ela patroa), informou-a, mas a formosa e rica rancheira não quis sócios. Abateu o capataz e procurou negociar a bem a compra do enclave. Perante a recusa dos legítimos proprietários, lançou-se numa cruzada criminosa e louca que acabou por se virar contra ela.
Eis um livro interessante, bem contado, que nos consegue transmitir as emoções dos protagonistas, de capa excelente não assinada, escrito por O.C.Tavin, a integrar-se num bom momento da coleção Bisonte.