domingo, 23 de março de 2014

BIS059. Três foragidos e uma mulher


(Coleção Bisonte, nº 59)



O velho Sam Hopkins explorava uma mina, tendo constituído ao longo de vinte anos uma pequena fortuna. Sentindo-se sozinho e a envelhecer resolveu escrever a uma sobrinha, Elaine, convidando-a a vir viver com ele.
Um dia, já perto da chegada da pequena, recebeu a visita de três indesejáveis que resolveram roubá-lo e apoderar-se da mina. Quando estes depararam com a carta de resposta da jovem, anunciando para breve a sua chegada, resolveram fazer-se passar por amigos de Sam e convidar a pequena para continuar com eles.
Esta história cruza-se com a de Jesse que, com vários amigos, se entretém a assaltar bancos. Num momento de fuga, Jesse depara com a jovem a ser molestada por um dos indivíduos e ajuda-a a fugir… O final da história assiste à regeneração do bandido que encontra em Elaine um novo motivo para procurar prosseguir a vida em moldes honestos.
Eis uma novela bem disposta de Keith Luger, com alguns momentos interessantes, mas sem passagens significativas para transcrição.

quarta-feira, 19 de março de 2014

BIS058. Um «gun-man» em Oregon


(Coleção Bisonte, nº 58)



No velho Oeste, os pistoleiros andavam de um lado para o outro, alguns com o objetivo de não serem reconhecidos para evitar serem provocados para novas lutas pelos franganotes que se queriam afirmar. Tex McCool, um daqueles já com algumas mortes na consciência embora em defesa pessoal, chegou, um dia, proveniente do Texas, a um rancho no Oregon e aí procurou trabalho como vaqueiro em busca de algum descanso na sua vida errante.

Curiosamente, a equipa ali existente estava impregnada de uma quadrilha com más intenções em relação ao dinheiro e à filha do rancheiro e o nosso «gun-man» vai ser integrado nela…
Ao fim de algum tempo, todos estavam encantados. Inclusivamente, a menina que vemos nesta magnífica capa de Provensal chegou a ser salva por ele quando o seu cavalo tomou o freio nos dentes e não havia quem o parasse. E sabem que, quando uma mulher é salva por um homem, ninguém mais a consegue apartar dele... Mas está escrito que estes homens acabam sempre por ser reconhecidos e novamente desafiados... será que ele iria encontrar essa paz que tanto desejava? Excelente, embora longo, este livro de Joe Sheridan.

Passagens:


domingo, 16 de março de 2014

BIS057. O último golo


(Coleção Bisonte, nº 57)

Marcos Bruce era conhecido em todo o Arizona como «o rei do gado». Os seus agentes percorriam todo o Estado fazendo propostas a outros rancheiros para a aquisição das suas propriedades, criando-lhes inúmeras dificuldades em caso de recusa. Não era, por isso, uma pessoa estimada, já que se mostrava insensível perante todos os que se sentiam com problemas e não conseguiam resistir-lhe.

Um neto de Bruce, Roy, era uma das suas potenciais vítimas, tendo-se dirigido a Tucson para se encontrar com ele. Roy, bastante jovem e mulherengo, pretendia que o avô o deixasse em paz para tirar do seu rancho o rendimento para subsistir…

Pouco depois de Roy abandonar o encontro com o avô, alguém descobriu que este tinha sido assassinado com uma facada nas costas e ele foi considerado o principal suspeito. Foi perseguido pelo xerife, mas, com a ajuda de uma formosa rancheira que conhecera quando do encontro com o avô e dos seus colaboradores, procurou demonstrar a sua inocência e encontrar o verdadeiro culpado…




sexta-feira, 14 de março de 2014

BIS055. Terror na fronteira


(Coleção Bisonte, nº 55)


Eis mais uma excelente novela de Cliff Bradley que nos traz mais uma vez o tema da fronteira e da sua frequência por toda a espécie de indivíduos.
Passagem selecionada:


Tinha olhado lentamente para o capataz que, por sua vez, o observava com interesse. Por fim, pareceu notar a existência de Mabel. Os seus olhos fixaram-se na rapariga ao mesmo tempo que lhe fazia uma breve reverência.
E Mabel sentiu que o sangue lhe inundava as faces, já de si rosadas, com a intensidade e o brilho daquele olhar.


domingo, 9 de março de 2014

BIS054. Ouro e sangue na Califórnia



(Coleção Bisonte, nº 54)



Eis uma novela de Meadow Castle redigida de uma forma muito forte. O velho Coleman detestava o velho Idell, seu antigo vaqueiro, por este ter registado uma mina nas cercanias do seu rancho. Mataram-se um ao outro em duelo leal à vista dos filhos e dos colaboradores de cada um.
O filho de Idell foi criado por familiares longe daquele local, mas resolveu regressar e logo o ódio pareceu reacender-se interpretado agora pelo filho de Coleman. Mas uma terceira personagem que pretendia aproveitar-se do conflito para se apoderar da mina, com a cumplicidade do xerife, acabou por chamar os jovens à razão. Dizia o jovem rancheiro: «Nunca um Coleman deixou matar um homem à traição nem que fosse o seu pior inimigo».
Castle conduz a novela com muita dureza, chegando a narrar ao pormenor a perda do fiel amigo de Donald Idell, mas o final traz a paz e a felicidade à região… 


PAS261. Procurando amigos no meio de um exército de moscas


sexta-feira, 7 de março de 2014

BIS052. Pela honra de Hazel


(Coleção Bisonte, nº 52)

O contato tardio com este livro permite-nos uma revisita ao mesmo e aos bons tempos da Coleção Bisonte.
Hazel era uma jovem muito bonita que trabalhava em casa dos Heston. Ao ser perseguida pelas intenções menos honestas do filho da família onde trabalhava, resistiu e este fez com que uma fama de impúdica a perseguisse obrigando-a a retirar-se para uma cabana onde sofria o ostracismo de toda a cidade.
Um dia tudo mudou.
Um grupo de vaqueiros chegou à cidade, transportando gado, e um deles, King Lorringer, ficou extasiado com a beleza da rapariga. Começa aí um novo período na vida desta o qual não deixou de passar por um ajuste de contas com os seus conterrâneos.
Eis um livro muito interessante de J.Leon, onde fica bem claro o abuso que muitas vezes as relações de servidão permitiam, com uma capa muito vistosa, infelizmente sem assinatura de autor. Vamos recordar algumas passagens.



sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

BIS049. O pacto dos mortos


(Coleção Bisonte, nº 49)
Sam Snyders era dono dum rancho riquíssimo, conseguiu apoderar-se da maior parte da água e não a facilitava aos vizinhos. Estes uniram-se para o forçar a rever a situação.
Barry Freemont tinha sido maltratado por um facínora na sua terra de origem no Missouri e resolveu persegui-lo. Encontrou-o, matou-o, mas uma modificação de última hora nas condições da luta levou-o a ser condenado à forca. Entre os jurados estava Snyders que foi influenciado pelas estranhas circuntâncias da luta de Barry com o facínora.
No encontro com os outros rancheiros pela posse da água, Snyders sentiu que o coração lhe falhava e, acreditando que ia morrer, resolveu deixar todo o património a Barry com o objetivo de torpedear o processo testamental e os interessados nunca terem interlocutor para resolver o problema da água.
Snyders morreu e Barry foi enforcado. Este estranho pacto entre mortos é a base para esta novela de Cliff Bradley.
Barry tinha um irmão, Lance, que chegou à cidade à sua procura e em breve percebeu o que se tinha passado. Conheceu uma jovem formosa que se pensava ser filha do seu mortal inimigo quando era apenas uma capa para uma melhor aceitação deste. Em breve, os encontros entre os dois jovens se transformaram em paixão e levaram a que tudo se deslindasse, sendo o nome de Barry limpo e este ilibado da acusação. 


terça-feira, 24 de dezembro de 2013

BIS048. No caminho das diligências


(Coleção Bisonte, nº 48)
Este livro é uma ficção que explora a gloriosa epopeia do caminho das diligências. Um jovem bandido, chefe de um bando com mais dois elementos, traça um plano original para assaltar uma diligência. Ele resolve entregar-se numa cidade diferente daquela em que é procurado com o objetivo de ser transportado a esta em diligência. As coisas correm como pretende, mas o certo é que, no caminho, as peripécias acabam por o fazer aproximar do xerife que o escolta e acaba por colaborar no fim do próprio bando. Agradecido, o xerife deixa-o escapar já que um homem com novo nome nascera no local de batalha…
Enfim… Joe Bennet entendeu que este argumento era possível e eis um Bisonte bem original em vários aspetos: cor, capa e teor… A abordagem histórica é interessante.

PAS202. A epopeia da DILIGÊNCIA

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

BIS047. Não sou um foragido


(Coleção Bisonte, nº 47)


Uma noite, quando estava com a namorada, o irrequieto Allan ouviu um tiro em casa desta. Correu para o local e deparou com o seu pai assassinado por um familiar da rapariga. Abateu-o e fugiu com a cabeça a prémio sem perder a ideia de vingar a morte do pai. Os familiares dela não eram pessoas honestas e Allan teve de cavalgar para longe, sendo perseguido por alguns lacaios a quem também abateu. Na sua fuga veio a encontrar-se com a bela Soledad com quem partilhou o projeto de procura de um tesouro em território antigo de índios. O romance desenhou-se entre os dois, mas Allan não perdeu a ideia de se vingar. E acabou por voltar a El Paso, a sua terra de nascimento, onde o pérfido pai da noiva acabou por se denunciar e fugir, não sem antes ter tentado abater Allan, sendo este salvo pela corajosa intervenção da noiva que se intrometeu e acabou por ser alvejada. O malvado Kirby foi perseguido pela fúria do jovem, sem pai e sem noiva e morreu de medo quando este o encontrou.
Eis uma boa história de A.G.Murphy. Aqui a fuga de Allan cruza-se com o projeto da bela Soledad e no momento crítico ainda aparece um familiar daquele que o liberta de uma má situação em que era acusado de foragido.




Leia Não sou um foragido (Versão Integral)

domingo, 15 de dezembro de 2013

BIS046. Sangue em Wyoming


(Coleção Bisonte, nº 46)
Este livro trata a velha rivalidade entre fazendeiros e ganadeiros. Desta vez, os maus parecem ser alguns fazendeiros que acabaram por ser castigados sendo obrigados a abandonar as suas terras e partir para longe depois de deixarem muitas vidas no campo de batalha. Mas a situação foi bem complicada. Imagine-se que para tornar tudo mais difícil uma linda menina filha de um dos fazendeiros se apaixonou por um cow-boy. Mais, imagine-se que um dos do lado dos fazendeiros que se portou pior era irmão dessa menina.
Este livro de J. Leon é muito agradável de ler. Leon trata muito bem o assunto, documentou-se e faz um relato em que consegue ver a motivação das partes. Os capítulos são curtos, todos têm título e, a partir deste, muito do desenrolar da história parece lógico. Há, no entanto, muitos cortes na ação que se justificam pela necessidade de seguir todos os intervenientes…





sábado, 14 de dezembro de 2013

BIS045. Chamaram-lhe vigarista


(Coleção Bisonte, nº 45)

BIS044. A pele de um homem


(Coleção Bisonte, nº 44)
Ainda com catorze anos, Lionel Marlow viajou para regressar a Rio Perdido, depois de ter estado a estudar durante quatro anos no Leste. A sua chegada não era bem vista por um familiar que contratou um indivíduo pouco escrupuloso para o matar durante a viagem. Mas este homem, depois de receber o contratado, engendrou uma forma de receber o acordado sem cometer o assassinato. Perante a sua vítima potencial, afirmou que o pai tinha desaparecido e que ele o iria tornar um homem duro do Oeste.
Ao fim de alguns anos, Lionel era um homem famoso pelo seu combate aos apaches de Cochise e, um dia, dispôs-se a procurar aquele que o tinha apoiado e que estava feito num farrapo humano.
Ele próprio retribuiu àquele que julgava seu amigo a ajuda para o fazer sair da fossa, mas, um dia, quando este delirava, algo lhe revelou que a sua história não era aquela que lhe tinha sido contada.  E regressou a Rio Perdido.

Leia A pele de um homem (Versão INtegral)

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

BIS043. O último atirador


(Coleção Bisonte, nº 43)



Os irmãos Sterling, John e Peter, combateram pelo Sul. Ao princípio, tiveram algumas vitórias, depois, depuseram as armas com o general Kirby, após a rendição de Appomatox. Após a guerra, foram convertidos, como muitos outros, em seres inúteis e irrequietos. Não eram propriamente criminosos, mas Peter foi acusado de matar um homem ligado ao comité de vigilantes, sempre recusando a acusação, em Dodge City e John, para o libertar sob fiança assaltou o  banco Ganadero de Kaesport, uma cidade do Kansas, assalto que correu mal já que os seus companheiros morreram após o mesmo.
De volta a Dodge, fora da jurisdição das autoridades que o procuravam, combinou com Peter, após a libertação provisória deste, o assalto à Wedon Company dirigida por um aristocrata de boa aparência e maus princípios, Douglas Shelby.
Nesta altura, em Dodge City atuava uma comité de vigilantes feito com Shelby e composto de facínoras que procuravam gerir a lei à sua maneira, mas a autoridade era liderada por Wild Bill Hickok e Wyatt Earp, recentemente empossados como autoridades que iniciaram um processo de limpeza na cidade.
O assalto à Wedon Company mais uma vez correu mal, Peter foi abatido e nas suas últimas palavras exortou John a abandonar a vida para o qual o tinha arrastado, embora sem ter cometido crimes relevantes. Mas John abateu Douglas em duelo e foi preso.
Ciente de que John estava numa aramadilha, Hickok e uma jovem frequentadora de um saloon de Dodge, colaboraram na fuga de John com a doce Mary, mas este resolveu fazer justiça e desafiou o chefe do comité de vigilantes. A luta sensacional que aí se desenhou fez com que a cidade se libertasse destes facínoras que a “protegiam” já que Hickok percebeu o sentido da ação de John e colaborou na limpeza.
No final, o último atirador, partiu com a sua amada Mary para uma nova vida.
Keith Luger é um autor muito importante e esta obra ilustra bem a sua classe em termos de trama de descrição das situações, sem descair no humor fácil como muitas vezes lhe acontece. Mais uma vez aborda o tema da Guerra da Secessão, parecendo manifestar uma maior simpatia pelos Sulistas…

Passagens:


segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

BIS042. O ás de copas


(Coleção Bisonte, nº 42)
Tenho em meu poder certas notas acerca de Martha Jane Canary, “Calamity Jane” como a apelidou o capitão Egan durante um episódio guerreiro contra os índios, apodo que a rapariga aceitou até ao fim dos seus dias. Também sobre “Calamity Jane” se escreveu muito. Todos nós, apaixonados das epopeias do “Far-West”, sabemos que era uma criatura de aspeto varonil, força extraordinária, pontaria maravilhosa, a qual foi admirada entre outros por Bufalo Bill e o incomensurável xerife de Abilene “Wild Bill” Hickock. Sabemos também como desempenhou cargos masculinos, alternando co mineiros, condutores de gado e, mais ainda, resistindo a quantidades fantásticas de álcool…
Nunca lhe saía o revólver do cinturão. As suas relações com “Wild Bill” foram rodeadas de anedotas fortes e…
Bom, se continuo assim vou direito À biografia e não é isso o que realmente pretendo. Muitos o fizeram, inclusivamente ela que também se autobiografou. Isso só seria pouco, mas o cinema fê-la reviver, embora com intérpretes que em nada se lhe pareciam, como Ivone de Carlo, por exemplo.
Isto deve ser motivo para que eu “a deixe tranquila” como me recomendou sobre San Bass o senhor Martinez Pedralva? A mim parece-me forte. E a ti, leitor?
Que o senhor Martinez me perdoe, mas não me resigno a que fiquem sepultados estes dados conseguidos quando menos o esperava. A fantasia também fez das suas claro! A minha imaginação não esgotada ainda, deu a forma de “novela” aos factos, mas a base desta obra é fruto da realidade.
E aqui aguardo pacientemente as linhas que possam dirigir-me outros Martinez.
O texto anterior é parte do prefácio de Raf Segrram ao livro “Ás de copas” no qual narra o encontro com «Calamity Jane» de um jovem rancheiro que procurava um indivíduo para vingar a morte cobarde do pai. O jovem rancheiro, num primeiro momento, apaixona-se pelo aspeto de «Calamity» que o passa a apoiar em qualquer contexto.
De acordo com o seu estilo, Segrram traz muitos ingredientes à novela, desde uma companhia de teatro com uma atriz extremamente bela até ao combate a uma peste que vitimou grande parte da povoação denominada Deadwood.
No ambiente assim criado, «Calamity» acaba por ter um papel preponderante na vingança do jovem e no seu encontro com Karin, a bela atriz que acaba por o acompanhar no resto da vida.
A novela é um pouco maçuda, mas vale sobremaneira por esses ingredientes tão avessos são a outros autores.

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